IPS orienta segurados e população sobre infecção urinária
Conheça os sintomas e formas de prevenção
Publicado em 22/12/2025 10:51 - Atualizado em 22/12/2025 11:15
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De acordo com a última pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Usp), cerca de sete milhões de brasileiros são afetados todos os anos pela infecção urinária.
Embora seja, geralmente, leve e curável, essa doença pode se agravar, atingindo rins e corrente sanguínea, e levar o indivíduo à morte.
Pensando nisso, o Instituto de Previdência dos Servidores da Serra (IPS) preparou um material com perguntas e respostas sobre o tema. Ele foi produzido por meio de uma parceria entre a médica perita Raquel Pires de Mesquita e a Diretoria de Previdência. Confira e compartilhe!
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O que é infecção urinária?
Ela ocorre quando bactérias ou outros microrganismos entram em alguma parte do sistema urinário e começam a se multiplicar, causando inflamação e desconforto. O sistema em questão é formado pelos rins (que produzem a urina), ureteres (que levam a urina até a bexiga), pela bexiga (onde a urina fica guardada) e uretra (o “tubinho” por onde a urina sai do corpo).
É importante mencionar que a presença de bactéria na urina nem sempre significa infecção. Só é infecção quando há sintomas.
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Quais são os sintomas?
Vontade de fazer xixi com mais frequência; ardência ou dor ao urinar; urina com cheiro mais forte; saída de urina sem querer (incontinência); dor na parte de baixo da barriga ou região pélvica; e urina mais escura ou com sangue.
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É verdade que as mulheres são mais propensas a ter essa infecção?
Sim. Cerca de 80% das mulheres terão, pelo menos, um episódio de infecção urinária ao longo da vida, e um terço delas pode desenvolver infecções recorrentes.
Além disso, a doença é 50 vezes mais comum em mulheres adultas do que em homens. Essa incidência se deve, principalmente, à uretra mais curta e à proximidade da uretra feminina com o ânus, o que facilita a migração de bactérias intestinais para o sistema urinário, como a E. coli (principal causadora).
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Com que idade a incidência aumenta nos homens?
Após os 50 anos, e é frequentemente associada a problemas como aumento benigno da próstata (hiperplasia prostática). Quando essa glândula aumenta o volume, pressiona a uretra e dificulta o esvaziamento total da bexiga, favorecendo a proliferação de bactérias.
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Que situações aumentam o risco de infecção?
Nos homens, além da já mencionada próstata aumentada, as relações sexuais (quando levam bactérias até a uretra) e obstruções, como pedra nos rins.
Já nas mulheres, os fatores de risco são: as relações sexuais; a menopausa (devido à queda de hormônios que altera a flora da vagina) e gravidez (em razão de mudanças hormonais e pressão sobre a bexiga).
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Como são feitos o diagnóstico e tratamento?
O diagnóstico deve ser realizado por um médico urologista, o qual irá considerar os sintomas relatados, bem como os exames físico e de urina (especialmente, a urocultura, que identifica se há presença de bactérias e qual tipo).
Esse profissional poderá receitar antibióticos (quando a infecção é por bactéria) ou antifúngicos (caso seja causada por fungos), além do aumento da ingestão de água. Já em casos mais graves, principalmente, quando afetam os rins, poderá ser recomendada internação.
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Quais são as principais formas de prevenção?
Manter boa higiene, limpando-se sempre da frente para trás; beber água regularmente ao longo do dia; esvaziar bem a bexiga ao urinar e fazer xixi após as relações sexuais (para eliminar possíveis bactérias).
Jornalista responsável: Daniel Vargas
Foto: Gemini
por Comunicação